terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Hoje tem

Tem pizza e tem cerveja, como sempre. Tem eu, mas não como sempre. Hoje tem uma foda ímpar te esperando. Tem um vale desejo que podes usar quando quiser. Mas cuidado: eu não costumo obedecer todas as regras... Pelo menos não sem a tua mão segurando meu cabelo.
Hoje tem eu no teu colo, de costas, rebolando devagar.
Hoje tem barulho de tapas na bunda e na cara. Tem gemido meu e teu. Tem o barulho da cama.
Hoje tem eu escorrendo e suando. Brilhando. 
Hoje tem teu pau entrando e saindo. Deslizando em mim. Na minha boca. Com lambidas, chupadas, sentadas e reboladas pra ninguém botar defeito.
Hoje tem porra quente escorrendo e teus dedos pra eu lamber o quanto eu quiser.
Hoje tem "vai, cachorra" e "minha gostosa". GOS TO SA.

É hoje e eu não abro mão

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

E eu os declaro

-Vem 

E entre bem casados e fotógrafos, brigas de família e crianças correndo, saímos em direção ao estacionamento. Agora você me paga toda a provocação durante o casamento, desde o momento que você colocou a mão sobre a minha bunda e descobriu que eu não tinha colocado calcinha. O tecido era fino e transparente, disse eu como justificativa. Mas você sabe que minhas intenções nunca são assim tão puras. 
Entre passadas de mãos pelo corpo, beijos no pescoço e roçadas do seu quadril no meu - pra que eu soubesse o volume que me esperava - eu tive que manter sorrisos e segurar os suspiros enquanto minha pele arrepiava, torcendo para que o mel que me escorria pelas pernas não manchasse o tecido. Desgraçado! Provocando em frente a minha família. Sabe que eu fico mais safada ainda. Você me paga!

Na hora da fotografia com os noivos, eu te arrastei pra uma escadaria nos fundos da escola. Estavam todos dando sisas congratulações e eu também começaria a dar em breve...
Deitada em cima do blazer - afinal o vestido precisava se manter impecável - abri sua calça e coloquei o melhor dos presentes na bolsa. Só em sentir seu pau eu gemi e escorri mais ainda. Há pouquíssimas coisas melhores do que sentir seu pau fundo na minha garganta, e te garanto que essas pouquíssimas coisas também incluem algum tipo de foda maravilhosa. 
A saliva escorria e deixava mais melado ainda. Pronto pra uma cavalgada. Deslizou tão rápido dentro da minha buceta molhada que eu dei um grito. Afoguei meu rosto no seu pescoço e rebolei. Subi. Desci. Quiquei. Fizemos o diabo. 
Ali, em silêncio, com uma das mãos na minha boca e a outra com os dedos no meu cu, eu fodi mais do que os noivos poderiam fazer na noite de núpcias.
Tremi e gozei no seu colo em minutos. Eu precisava sentir sua porra escorrendo em mim. Precisava sentir seu gosto junto com o meu. Gosto de gente que fode bem gostoso em qualquer lugar. Gente que fode até em casamento. 
Como uma boa menina, chupei até você gozar na minha boca, e como uma boa menina, não deixei escapar uma gota sequer. Sem vestígios. 
Ouvi passos e sentei ao seu lado na escada. 
- Que Deus os abençoe - disse o pastor. 

Abençoados sejamos, então. 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Pra hoje

Dorme comigo hoje? Me abraça apertado e deixa tua barba roçando pelo meu pescoço. Me da uma mordida na orelha e talvez eu nem durma mais. Se não quiseres que eu durma, fala qualquer coisa no meu ouvido com a tua voz gostosa que me arrepia só em lembrar. Desliza a mão pelo meu corpo e aperta minha coxa. Eu suspiro, meu peito dispara e eu acordo. Acendo. Vivo. Derreto. Pingo com o teu toque preciso nos meus cantos sensíveis. 
Me dá beijos intermináveis contra a parede, com os punhos imóveis sob a tua mão. Faz uma trilha de beijos vorazes. 
Segura minha bunda e abre devagar. Me tortura. Faz miséria comigo, pra eu tremer antes mesmo de te chupar. Aliás, me obriga a te engolir até engasgar. Ou me tortura e me impede de deixar minha saliva pelo teu corpo. Faz qualquer coisa. Faz o que quiser de mim. 
Abre minhas pernas e chupa. Lambe. Morde. Invade. Ri do meu desespero e mete. Devagar e fundo. Desliza e me beija com o meu gosto.  Xinga e beija. Morde e beija. Fode e beija. Passa a língua de um lado ao outro. De cima a baixo. E fode. De lado, por cima, por baixo, de quatro, com a minha bunda empinada pronta pra receber uns tapas. Quero ver nossos corpos deslizando e brilhando de suor, cabelos desgrenhados e respirações ofegantes. 
Goza na minha boca, no meu peito, deixa escorrer pelo meu cu. Escolhe o que te der mais prazer. E faz.
Depois, depois de tanto e quando as janelas já tiverem embaçadas e começando a condensar o vapor, criando uma fórmula um de gotas, aí sim, dorme comigo?



terça-feira, 14 de outubro de 2014

Relampiano

O céu já clareou milhares de vezes desde que eu decidi que precisava dormir. 
Uma pena que precisar está muito longe de conseguir, tão longe quanto meu corpo do que eu preciso agora.
Um relâmpago brilha mais uma vez e eu tremo inteira. Ao tremer eu te ouço dizer de novo "treme, cachorra". E aí eu me perdi inteira em sensações e saudades.
Agarro meu cabelo com força e arrepio. Lembro tuas mordidas pelo meu pescoço. Sacana.Quente. Mortal pra mim.
A noite desaba em roncos infernais que só me fazem remexer pela cama. Só tem meu corpo aqui. Só tem minha boca aberta, sem nada pra devorar, lamber, e te olhar com uma cara safada e um sorriso.
Os pingos de chuva  batem na janela com a mesma força que eu desejo agora. Forte. Fundo. Ritmado. Suado. Molhando o corpo inteiro e deslizando pra dentro enquanto eu te olho de cima, segurando teu rosto e te provocando com a boca.
Não, dessa vez não vai dar. É vício. Preciso da gente mais um pouquinho. Solto o coque que prende os cabelos e ajeito as mechas rebeldes atrás das orelhas. Abro a janela pra que o som da tempestade me invada, preencha de alguma forma que eu não sei qual é.
Me faltam dedos, boca, barba, força, voz. Falta tudo, só não falta esse tesão absurdo enquanto o mundo se acaba em água e relâmpago.
A roupa arrasta pela pele devagar e me arrepia. Antes de me tocar, já me sinto escorrer e pulsar. Sinto tanto! Fecho os olhos e sinto teus beijos pela minha barriga, coxa, pés, virilha.
Suspiro e coloco um dedo na boca. Chupo devagar, como eu te chuparia se estivesse aqui. Passo o dedo por dentro dos lábios, bochechas, brinco com a língua ao redor. É teu dedo, não meu. É teu corpo, não meu. Deslizo pela língua e levo até o fundo da garganta. Aperto os olhos e seguro a ânsia. Seguro com gosto. Poucas sensações são tão boas quanto ter garganta invadida pelo teu pau até borrar meu olho. Isso arrepia e me contrai o corpo  inteiro. Preciso mais e mais fundo.
Passo a mão pelo meu peito e agarro forte. Arranho. Quero marcas. Quero provas de uma luta feroz e brutal. Dura. Daquelas que quanto mais bate, mais provoca. Daquelas que a gente tem quando o toda a putaria do mundo vem morar em cima da nossa cama.
Coloco um dedo, que desliza tão fácil que me faz soltar um gemido. Coloco mais um. Quero sentir meu gosto. Tiro os dois dedos e chupo com força. Delícia! Tem gosto de puta gostosa.
Chupo um dedo enquanto a outra mão desce e me fode. Fode rápido e sem piedade, fode com a força que o mundo tem lá fora. Fode do jeito que uma cachorra, bandida, piranha merece e quer agora.
O quarto ilumina mais uma vez e dessa vez o ronco é forte. "Caralho!". Não pude segurar mais. Gozei e gritei alto. Gemi. Tremi. Gozei de novo. Mordi o travesseiro e entrei em desespero.Não podia parar. Tocava mais forte e mais rápido. Dois eram pouco ainda. Eu mal comecei...
Abri bem e puxei os lábios com cuidado, com o mesmo cuidado que sinto puxar enquanto tua língua me fode incrivelmente. Escorre sem parar e meu lençol já tem uma mancha embaixo de mim.
Estava tão sensível que qualquer toque transitava entre inferno e paraíso. Molhei os dedos na água gelada e os coloquei por cima.  Uma leve pressão e um leve arrastar de dedos por cima do ponto certo provocaram ondas deliciosas. Sem muito esforço, senti o corpo se jogar na fúria de um orgasmo forte, de gritar e chorar, bater pernas em desespero e agonia, deixando o corpo tremendo e um sorriso sacana pendurado no canto da boca. 
Agora faz frio, porque eu tô suada e falta um corpo que me esquente. Espero que dessa vez seja suficiente pra me fazer parar. Ainda sinto escorrer. Tesão. Do. Caralho!!
Não adianta. Hoje não há santo - cristão ou pagão - que me faça dormir. Eu preciso. Deeply




quarta-feira, 16 de julho de 2014

Barbudos

-Acho que o teu problema todo é a barba. Tu morre de tesão nos barbudos.
Olhei pra ele de canto de olho. Pensei em todos os homens que fiquei e tentei lembrar quando eu me fascinei por rostos emoldurados por pelos. Balancei a taça de vinho e fiquei imaginando aquela maravilhosa sensação da barba roçando nos ombros, descendo pelas costas e brincando na curva da bunda. Tentador e excitante pra caralho.
Larguei a taça e pousei um dedo na boca. Queria dizer "na verdade o que eu procuro na barba é tudo que eu encontrei no sexo da gente. Essa força sob medida, os corpos prensados na parede, o beijo soprado depois que você cobriu todo o meu corpo com porra quente e mordeu meu ombro. Na verdade, gato, eu tô procurando a gente em outras barbas, porque a minha tara toda é esse corpo gostoso e suado batendo contra o meu. E gemendo. E dizendo que me odeia porque não admite o quanto me ama". Não disse nada disso. Só respondi:
-Cada um com os seus problemas, né.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Altar

Se eu puder roubar uma frase típica do vocabulário masculino, digo: te homenageio todos os dias. Durante o banho, antes de dormir, sozinha na sala, em pensamentos.Faço aposta comigo de quantos orgasmos eu consigo até pedir arrego a mim mesma. E te chamo em cada um deles. Grito tanto que, se tirares os fones aí, vai ouvir um grito agudo e manhoso, seguido de um 'aah' cheio de tesão por um corpo ausente.
Na verdade, homenagem é pouco. Faço santuário, faço o corpo inteiro tremer, latejar e esquentar. Rogo praga por estar sozinha e desperdiçar meus gritos longe da tua orelha quente, da tua orelha que é o teu maior ponto fraco, que te faz perder o controle quando eu digo, bem baixinho e mordendo, que teu pau dentro de mim tá gostoso demais e que eu quero um tapa na bunda.
Rezo e murmuro palavras sem sentido no vapor quente do banheiro, no edredom que se enrola nas minhas pernas agitadas e trêmulas. Rezo pra Nossa Senhora da Bicicletinha me dar equilíbrio pra seguir esperando o fim do semestre, o fim dos teus compromissos, o fim dessa abstinência forçada.
E quando isso tudo acabar, reza. Reza, roga, implora, suplica e me rende todas as homenagens do mundo.
Junta o santo e o profano, junta a gente.


terça-feira, 24 de junho de 2014

Melancia

Mas é mesmo uma filha da puta. Ela sabia muito bem que eu andava com a cabeça cheia e o saco cheio. Faz semanas que não trocamos uma palavra porque eu, sem saber como frear aquele furacão em forma de gente, fui grosso e caí fora com a desculpa que ela já estava cansada de ouvir: "não tenho tempo agora, Mari".
E aí eu a encontro na rua do prédio dela. Linda, com aquela saia voando. A mesma saia que ela usou pra ir me encontrar mês passado. A saia que, por ser comprida, ela não usa calcinha por baixo. O cabelo curto estava preso em um rabo de cavalo e ela carregava mil coisas, prontas pra desabar em um passo em falso. E, pra piorar a minha mente pervertida, comia uma fatia de melancia. No-meio-da-rua. Sério, quem faz isso? Ela faz.
Quando ela me viu, eu consegui sentir o disparo de adrenalina no corpo dela, feito quando um cachorro late pra gente quando estamos desprevenidos e o coração dispara e a gente solta um 'puta que pariu' por causa do susto. Ela se assustou comigo.
-Oi
-Oi! Senti tua falta. Viu que o aniversário do Chico foi essa semana?
-Não... estava ocupado (mentira, claro que vi. E pensei nela)
-Ah...
Ficamos ali na calçada trocando umas palavras sem sentido. Eu não sei uma frase que ela disse. Não conseguia me concentrar. Só via aquela boca enorme devorando a melancia. Ela mordia escorria pelas mãos, sujava as bochechas e ela ia sugando cada gota que escorria, lambia os lábios, a mão e limpava o canto da boca. Meu pau ia ficando cada vez mais duro. Quis morrer. Quis foder ela ali, no meio da rua, jogar livros e frutas pelos chãos e ser preso por atentado violento ao pudor, e, quando fosse liberado da delegacia, foderia ela de novo!
Uma gota escorreu pelo braço magro. Segurei o punho dela e puxei contra a minha boca. Lambi devagar.
-Essa não ias conseguir secar. Hehe
Ela jogou a fatia pela metade na lixeira e saiu andando em direção a portaria. Segui. Ela não disse nada, só segurou a porta pra eu passar. Não consegui nem cumprimentar o porteiro. Tinha medo de, ao invés de dar 'boa tarde', eu falar 'boa foda', porque era só nisso que eu pensava.
Prensei ela no elevador e enfiei a mão por debaixo da saia. Sem calcinha. Puta! E ela anda por aí assim, sem mim. Puta gostosa cheirando a melancia.
Fodi a boca dela atrás da porta do apartamento. Ela não soltou nem a bolsa e eu tinha que me segurar pra não gozar naquela boca linda.
Chupei e mordi a buceta dela na cozinha. Mordia com a vontade que ela devorou aquela fatia na minha frente. Tentadora. Agora até acho que ela fez de propósito só pra eu perder o controle.
Feito a fruta, ela pingava, escorria sentada na bancada com os pés apoiados na pia. Melei o rosto inteiro e ela gemia, quase chorava segurando no meu cabelo. Gozou na minha boca e eu beijei aquela boca com o gosto dela, pra misturar com a fruta doce madura. Perfeito!
Ela passou os braços pelo meu pescoço e foi me puxando até o sofá. Engoliu meu cacete com tanta fome que eu achei que ela fosse se afogar. Nada. Chupava até o final, tirava da boca e sorria. Filha da puta, se tocava enquanto me chupava. Gozei e gritei. Com a porra escorrendo pela boca e pelo peito, limpando com o dedo, me disse: prefiro teu gosto do que qualquer um desse mundo.



quinta-feira, 29 de maio de 2014

Atualização

As vezes, eu juro, eu odeio o facebook.
Não sei por que, essa merda, eu tive que parar o olho numa atualização tua. Estava ali, bem discreta no canto da tela. Abri, torcendo pra que fosse uma foto de um cachorro, do sol, de uma cerveja na tua mão. Mas não era. Era você, de rosto, no estilo mais lindo que eu poderia imaginar. Eu nunca fui boa em ter lubrificação, mas eu juro: quando eu vi a foto, pinguei. Derreti. Esquentei por inteira e tremi. Gemi baixo e falei: filho-da-puta. LINDO! Tão lindo que eu quase te liguei pra dizer: me come, agora, por favor!
Problema é essa distância toda entre meu corpo e o teu suor. Problema é meu corpo se dar pra outros corpos e, quando eu vou brincar sozinha no chuveiro, eu falo teu nome bem baixinho, sussurrado, como se pudesse me ouvir, como se fosse a qualquer momento invadir meu banheiro e me foder na água quente, como já fizemos outras vezes.
Queria que, por um segundo, pudesse sentir o quanto eu escorri só em olhar uma simples foto. Que enfiasse os dedos em mim como já fez comigo no meio da rua de madrugada depois que eu disse que, na pressa de te encontrar, eu não coloquei calcinha.
Problema é esse teu pau gostoso longe da minha lingua rápida. É esse teu sorriso longe do meu olhar. É essa foda errada com pessoas erradas.
Problema é o clichezão 'o cara certo na hora errada'.
Mas, escorpiana, sou insistente. Saberei esperar. Tic tac

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Presente

Feliz aniversário, meu bem!
Entre todas as felicitações, no meio do seu dia, você receberá uma mensagem: vem buscar o seu presente.
E o seu presente sou eu. In tei ra.
Quando, ao fim do dia, depois de sentir suas bochechas doendo de tantos sorrisos de agradecimento, pega o carro e vem pra cá. A lingerie de hoje é a vermelha. Vermelho sangue. Vermelho fogo.
Já arrumei o quarto. Fechei as janelas, liguei o ar condicionado e acendi uma vela. O quarto cheia a malícia e jasmim. Vamos ver se você consegue me esquentar apesar dos 18 graus.
Pra noite de hoje eu separei uma venda. Quero que só a sua pele seja responsável pelos seus gemidos. Vou fazer meu cabelo lhe dar cócegas e imaginar qual será o próximo alvo da minha língua voraz. Vou sussurrar no seu ouvido, bem baixinho, tudo que você pode fazer comigo essa noite. E acredite quando eu digo que uma noite só é pouco. A eternidade é pouco.
Mais um presente: um vale fantasia. Vou realizar qualquer desejo escondido seu. E vou fazer isso com a cara mais safada do mundo, porque sei que, na verdade, quem ganha essa brincadeira sou eu.
Aniversário não é aniversário sem bebida. Separei seu vinho favorito na melhor taça da casa: meu corpo. Sinta-se a vontade para degustar da forma que preferir.




Hora de soprar as velas.




quarta-feira, 7 de maio de 2014

Sósia



Você não faz ideia, mas eu conheci outro cara igual a você, fisicamente falando. A mesma cor dos olhos, o mesmo cabelo mal cortado, o mesmo rosto marcado. Beijei, com a mesma fome que eu te beijaria se você não tivesse sumido da minha vida sem dar explicações. E ele veio, envolvendo minha cintura e puxando meu cabelo - agora curto - pra eu ser obrigada a sentir o volume das calças que aumentava com a velocidade do beijo.
Ele, tão filho da puta quanto você, me deixou em casa com um beijo no canto da boca e um 'até logo'. Até nisso se parecem! Me deixam quase explodindo porque o universo contou que na próxima eu vou querer tirar o couro.Você sabe que eu não perdoo essa pele branca. Ele não, mas ele sente.
E eu sonhei com você a noite toda. E com ele também. E com nós três juntos. Era uma putaria de dar inveja ao vizinho que insiste em bater na parede do meu quarto quando a gente fode. Duas barbas cheias me arranhando. Duas bocas me engolindo. Dois homens - tão parecidos - pra eu ser puta e saciar os dois de forma igualitária. Beijar a boca dele e chupar seu pau em seguida. Ouvir você me chamando de vagabunda enquanto ele me bate até eu sentir a pele arder.
Nós três perdidos em gozos, e eu, em êxtase total. Sendo fodida por dois pares de olhos claros e paus espetaculares. Topa?



terça-feira, 1 de abril de 2014

Cão e gato

Quando a gente se encontrar de novo, eu só tenho um pedido a te fazer: briga comigo. Sei lá, puxa qualquer assunto. Diz a mídia manipula, que filme dublado é melhor que legendado, qualquer coisa. Só não me ofende nem me magoa, mas me deixa com raiva, muita raiva. Aquela que eu não consigo nem falar direito, que meu rosto esquenta e a veia do pescoço fica pulsando de ódio.
Aí, quando eu estufar o peito e ficar na ponta dos pés pra gritar contigo, passa a mão pelo meu cabelo e puxa. Pra tua boca ou só puxa. Eu vou ficar em silêncio e vou querer te bater. Me segura forte pelo braço e devora meu pescoço, meu ombro, meu queixo.
Quando chegar na minha boca, não poupa esforços. Se você realmente me deixou com raiva, eu vou querer te matar e te bater até sentir minha mão doer, mas ignora. Suga minha alma e minha mente pela minha boca e me deixa sem ação. Joga no chão frio da sala se for preciso, só esfria esse fogo. Esse fogo que eu tenho comigo todos os dias e esse fogo novo que você acendeu pra poder apagar agora.
Me prensa na parede, mas faz com a mesma raiva e a mesma força que eu jogo meu corpo contra o teu e fujo-não-fujo dos teus braços rápidos. Aperta na minha bunda pra doer, pra eu chorar de raiva e dor. Raiva de ser submissa e à mercê das tuas vontades, e raiva por eu ser tão deliciosamente suja a ponto de tremer inteira quando sei que meu futuro daqui a minutos é a completa subordinação.
No meio, pode até soltar uma dessas frases 'fica mais linda ainda brava', vou rir e te odiar mais ainda, e querer te dar a todo custo.
Vai, dessa vez pode rasgar minha blusa, estourar o fecho do sutiã. No outro dia, jogarei fora com a cara mais feliz e fodida do mundo. Há sempre um jeito certo de estragar as roupas.
Me puxa pro canto da cama, segura minhas pernas com força e chupa. Eu vou querer sair dali (como sempre), mas não deixa! Agarra e me obriga a sentir tua língua me fodendo, tua barba me arranhando e me força a ter um orgasmo com a tua língua brincando com o meu cu.
Depois fode. Com força, socando fundo e me prendendo no teu abraço. Enfia na minha buceta e me bate, me manda calar a boca e nunca mais gritar contigo, e que quem manda na porra dessa casa não sou eu. Me vira de costas, empina minha bunda e come meu cu sem me pedir. Deixa tua mão no meu cabelo e me xinga no pé do ouvido. 'Cachorra, piranha, vagabunda, puta, minha puta, MINHA puta, safada, gostosa, linda, eu amo você!'
E goza, goza no meu corpo inteiro. Me dá um beijo suado, finalmente leve, e me puxa pra perto. Agora minha raiva já passou.
Prometo que nunca mais quero brigar.
Quê?! Eu disse 'prometo'? HÁ, duvido...


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A dois


Tem música, gente, bebida, olhares, galanteios e saias coloridas balançando na brincadeira de tocar de leve as pele sensível das mulheres. Tem eu, no salto, no perfume, no desejo e no coração brincando de São Silvestre. E nem balancei minha saia ainda. E nem vi seu sorriso de canto, escondido de mim e do mundo. Nem vi onde meu ar foi parar quando entrei. Vi a pista, vi os músicos e vi a mim vagando pelo espaço meio cheio, meio vazio, meio meio. Alguém me tocou o ombro e pediu “vamos abrir os trabalhos?”. E, ao ver aquele par de olhos âmbar, abri trabalhos, sorrisos, abraços e pernas para encaixar seu par de pernas, braços, olhos e intenções.
Carregá-la pelo salão é a coisa mais fácil do mundo.  Ela é entregue, confiante. Tão confiante que eu me pergunto se me deixaria levá-la pra longe dali, para uma dança nova, com tecido quase acrobático. Mantenho-me firme para que nada mais abaixo resolva ficar firme também. Quando ela dança, ela não conversa muito, às vezes solta uma risada quando erra o passo, mas já gruda no meu peito outra vez e sai balançando o vestido por aí. Ela me dá calor. Pelo ambiente, pela dança, pelo corpo que ela cola no meu, pelas coxas que abraçam a minha perna e por esse tesão do caralho que ela me dá.
Sempre acho que depois de dançar com ele saio de rímel borrado e cabelo em pé. Porque apoio meu rosto no peito tentando me acalmar e tentando arrumar um só eixo pros giros, e ele encosta o rosto no topo da minha cabeça. Aposto que fecha os olhos, já o vi dançando assim. Aliás, nem olho muito, porque quando o vejo dançar perco o passo. Perco o ar e perco os sentidos querendo ser eu a me emaranhar por aquele abraço gigante. Dançando com ele eu relaxo as mãos e o seguro pelo pescoço. Sinto uma corrente fina pela palma da mão. Curioso como os homens que mais me provocaram suspiros e disritmias usavam uma corrente no pescoço. Geralmente escapulário. Geralmente presente da mãe. E, essas correntes, ficavam mais encantadoras ainda quando deitados e sobre mim, a corrente me roçava os lábios e se balançava pra frente e pra trás.
Na salsa, ela mexe os quadris como se não tivesse ossos, não tivesse vergonhas, não tivesse ninguém. Mas sempre achei que mesmo que ela estivesse dançando aqueles ballet com saia cor de rosa e coque no cabelo, os olhos ainda teriam aquele tom profundo capaz de engolir inteiro, como se você estivesse nu e sozinho e ela, tirana maldita, ri da sua vergonha enquanto os olhos secam cada pedaço de pele exposta. Ela dança sempre de olhos fechados e, quando a música a agrada, sorri. Mas não encosta no pescoço. Isso ela só faz quando se prepara para o bote. O meu, ela já brincou de deslizar a mão diversas vezes. Uma, duas, direita, esquerda. É tanta pele na pele que se fizer exame DNA dá confusão. Tem eu e tem ela ali no meio. Tem tanta coisa que o bioquímico vai pedir demissão. Vai achar que é criação nova e vai fazer o sinal da cruz. E não tem nada de novo. Tem só gente querendo se fundir numa coisa só.

A música diminui de ritmo e deixo as duas mãos no pescoço dele. Meus pés mal saem do chão e os quadris ele guia no balançar das pernas grossas. A coxa entre minhas pernas me roça a pele devagar, e o tecido leve do vestido ameaça me descobrir e diminuir os entraves entre o corpo dele e o meu.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Mercadoria

São 00h23 e o estacionamento do teatro já está vazio. Por perto, alguns homens cheirando a botequim barato e mulheres buscando renda. Saia curta, botas de cano longo, batom vermelho nos lábios, esmalte descascando e uma pequena bolsa. Com olhar de malícia, ela observava os carros passando. “Gostosa”. “Se te pego, te rasgo inteira, delícia”. Ela sorri e espera pacientemente. Outras donzelas de calçada entram em carros de todo tipo e somem na noite florianopolitana.  Alguns carros param, perguntam o valor do programa e ela rejeita. Ainda não é hora. Não esses homens. Não pra ela.
Um peugeot 308 dobra a esquina lentamente e ela sorri. Lá dentro está o parceiro de diversas aventuras sexuais. Exploraram juntos praias, motéis, barracas, piscinas e elevadores. Quando ela fez a proposta de ser puta por uma noite, ele encheu os lábios com um beijo forte e disse ‘pago qualquer valor pra te ver rebolando’. O carro para e baixa o vidro do motorista. “E aí, quanto?”. “O completo é 200”. “E quem garante que essa boca é gostosa?”. Ela sorri, inclina-se para dentro do carro, abre o zíper e o chupa ali mesmo, sem esperar que ele responda ou reaja. Ainda escuta um ‘vagabunda’ soprado diante da surpresa. “Entra”. “Tem que pagar agora”. “Entra, porra”. Ela passa pela frente do carro, arrastando a mão pelo capô, e mergulha no banco do carona. Ele enfia quatro notas de cinquenta no decote e sai noite adentro.
Antes que ele pudesse contornar a centenária figueira da praça XV, ela se inclina e começa a chupá-lo devagar. Ela sabe que precisa ir com calma enquanto ele estiver dirigindo, principalmente porque, para incorporar a personagem, ele dispensou o uso dos óculos.
Diferente das chupadas das transas casuais, dessa vez ele não acaricia os cabelos. Enfia a mão pela minúscula saia. A calcinha já esta completamente molhada e ele a empurra para o lado sem demora. Encosta um dedo no clitóris e começa a estimulá-la de volta. Ela geme e chupa aquele pau delicioso com mais vontade.
Ele, sem avisar, resolve passar por um drive thru. Quer que todos vejam a submissão daquela mulher, como a fome invadia os olhos e o calor dentro do carro não deixava dúvidas da programação noturna. Ela se recompõe e, enquanto o atendente anota o pedido, retoca o batom. Pegam a comida e partem para o motel.
Quando ele estaciona, ela pede para recuar o banco e senta no colo dele. “Eu disse que era completo. Começamos no carro”. Tira a camisa dele e faz uma trilha de beijos molhados pelo pescoço, ombro e peito. Ele se reconforta entre os seios e aperta a fina cintura com vontade. Ela já estava tão molhada e ele tão duro que foi fácil cavalgar naquele pau dentro do carro. Os vidros embaçavam e o carro se movia no ritmo que ela ditava. Por ora, ela era dominante.
Dentro do quarto, ele a joga na cama sem cerimônia. Apesar de ali não ser exatamente a sua parceira, aprendeu que aquela mulher é dura na queda. Pode bater, jogar de um lado para o outro que ela não quebra. Ao contrário, ri e pede por mais. Ela o puxa para a cama pelo cós da calça pendendo frouxa no quadril dele. Prende a mão dela acima da cabeça com as próprias mãos e sai beijando aquele corpo que ele já tinha decorado há meses. Ela gemia feito uma louca e debatia as pernas de tesão. Ele morde a barriga e distribui beijos pela coxa e virilha. Arranca botas, saia e calcinha em poucos segundos. Com os pés, ela empurra a calça e a cueca para longe. Senta-se de frente pra ele e deixa que ele dê o ritmo da segunda foda da noite. Ele agarra os cabelos e beija o pescoço com força. “Vagabunda, piranha, cachorra, puta. Minha puta, eu paguei, é minha entendeu?”. Em resposta ela só gemia.
Em seguida vem o primeiro, segundo e terceiro orgasmo dela. O corpo entrava em estado de êxtase e ela tremia, gritava, quase chorava agarrada aos braços dele. Ele metia forte porque sabia que ela não tinha forças para continuar, mas o mataria se ele parasse. E aí veio mais um orgasmo, fazendo-a desabar para o lado e murmurar um ‘puta que pariu’ com o rosto enfiado no colchão. Ele a puxa para o quadril, segura pela cintura e a fode de quatro: a posição favorita dele e que ela, submissa, executa com louvor. Rebola e pede por mais. ‘Fode tudo, rasga que é tudo teu’.
Aquela mulher já o faria suar em pleno Ártico. Dentro daquele quarto, ela era oásis. Ele podia – e fez – tudo que tinha vontade. Deleitou-se com os sabores da moça, soube aproveita-la ao máximo e, quando ela estava perto de desabar, ele segurou o rosto dela com firmeza e disse “agora eu quero esse cu, e eu vou gozar nele”. Encaixou-se perfeitamente atrás dela e sussurrava ao pé do ouvido obscenidades que faziam ela mexer o quadril cada vez mais forte. Uma mão ele estimulava aquela buceta que ainda latejava, enquanto a outra mantinha o corpo dela bem próximo. Ele geme, grave e contido, e aí ela sabe que ele vai gozar. Empurra o quadril com mais força e diz “solta essa voz, gostoso. Quero te ouvir”. Ele deixa o gozo e o gemido virem a tona, que provocam outro orgasmo nela, dessa vez muito mais forte que os outros. Uma mistura de prazer, dor e uma sensação que aquilo tudo não cabe dentro dela. Faz todo sentido o nome ‘petit mort’ dado pelos franceses.
Ainda ficam alguns segundos parados, deitados banhados em suor, saliva e gozos. Ela tem a mão entrelaçada na dele e ele esconde o rosto pelos cabelos castanhos. É o único momento em que as personagens puta e garanhão se desfazem e a cumplicidade escapa pela brecha aberta pelo cansaço.

Ele a deixou em casa perto do amanhecer. Despediram-se com um beijo breve e um tapa na bunda. Quando ela chegou no apartamento e desabou na cama, o celular tocou. Na tela, uma mensagem dele que dizia: “adorei nossa aventura. vc é a puta mais deliciosa que já comi, mas acho q o dinheiro q te dei devias nos pagar um sushi. Te encontro daqui algumas horas no café. GOS-TO-SA!


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Vem cá, quero te contar uma história

Revisão do carro, pagar contas, resolver problemas, passar na farmácia... A maldita semana mal começou e eu já estou cheio de problemas. Merda. E você parece que adivinha e vem, assim meio menina, meio protetora, querendo saber se tá tudo ok comigo. Merda de novo. Faz tanto tempo que a gente não conversa. Faz mais tempo ainda desde a última vez que ouvi você gemer. Se eu fechar os olhos não sei ver aquela cena linda, mas lembro que foi foda.
Eu contei, assim por cima, como anda a minha vida e o jeito tranquilo em que você dizia coisas pra me ajudar me fez pensar o motivo que ficamos tanto tempo sem conversar. Ah, a merda da minha rotina e seu chá de sumiço. Perguntou se eu queria um café, pra jogar um tempo fora e sair desses compromissos que me envelhecem uns dez anos. Tempo? Eu não tenho tempo pra jogar fora, mas preciso tanto sair dos rotineiros! E nossa conversa é sempre agradável, estamos no mesmo espaço uma vez por semana, por que não? 
"Ok, a gente se vê as oito então?"

Meu café já estava quase na metade quando você chegou. Curioso, atrasos não combinam muito com o seu perfil. Entrou andando tão depressa que a saia voava e por um segundo toda a sala ficou mais leve. Abriu um sorriso daqueles que esquentam por dentro. Eu sorri e ajeitei a coluna pra sentar ereto, meio pavão tentando impressionar, mesmo não sendo esse meu objetivo. Eu só quero uma conversa boa e alguém que saiba falar mais do que sobre o último lançamento da Apple. 
Pegou um capuccino no balcão, sentou e soltou um sopro bem longo, como se estivesse segurando a respiração a exatos 17 segundos. Não levantei pra dar um beijo no rosto, não tocamos as mãos, o oposto do que se espera de duas pessoas que não se veem a, uns sete meses? Em outros casos eu acharia meio ano um tempo ridiculamente curto, mas você conseguiu me convencer que "na velocidade que o mundo anda hoje - e na rapidez que, particularmente, gira minha vida - em um mês é possível acontecer muitas coisas, e com chances de serem extraordinárias". Pergunto-me, até hoje, se teria como eu discordar desse argumento tão passional e eufórico da vida autodestrutiva que boa parte das pessoas leva hoje. Se as pessoas soubesses todos os dragões que você mata todos os dias, amariam mais ainda esse seu jeito cor de rosa de olhar as coisas.

Você saiu contando dos novos projetos que começou desde a última vez que nos encontramos face a face. Falava com os olhos saltando entre milhares de pontos, fazendo com que eu imaginasse a cena que você me descrevia com tanto entusiasmo. Gesticulava com essas mãos delgadas que parecem não ter osso algum, de tanto que se movimentam. Como é engraçado ver essa euforia toda enquanto eu ainda estou muito puto pelos problemas com o banco ontem.
 'A gente é tão diferente, né?'. 'Mas os nossos olhos tem o mesmo tom, esse castanho meio amêndoa e âmbar, que esporadicamente brinca de se fazer quase verde'. Era o que você diria se pudesse ouvir meus pensamentos. É assim, eu falo do concreto e você vem com poesia, com essa mania de tentar descrever sentimentos e sensações com situações. 'Nomear essas coisas que a gente sente é difícil e me dá nó. Além de ficar limitando', bem pensamento de quem escreve e tem esse olhar rosa pro mundo. Sua maluca.

Um ridículo segundo de não vigília e sem querer eu vislumbrei seu peito subindo e descendo no meio desse discurso eloquente. Eu sei o tamanho exato que esse sutiã esconde, pra mim não adianta essa pequena armadura... Merda! Porra, onde foi no meio da conversa que surgiu qualquer palavra que evocasse uma provocação? Ninguém falou nada do tipo 'excitante', 'cama', 'calor', 'orgasmo', ou qualquer palavra de bosta do nosso dicionário que pudesse me fazer pensar no seu corpo nu e quente. Não era essa a proposta. Mas que droga!

Você faz uma pausa pra tomar um gole de café. De repente dá um pulo de susto. Queimou os lábios. Morde o lábio superior devagar e me olha com os olhos brilhando de quase lágrimas. Eu estou de boca meio aberta, reflexo do susto que tomei. E aí teus olhos mudam, o brilho é outro... Eu já vi esse brilho antes, mas onde e quando? Esses segundos de olhos nos olhos, esse seu olhar, quando eu vi isso? Maldita! É seu olho de fome! Feito um estopim de bomba eu vi tudo e entendi tudo. Li sua mente maquiavélica e sedutora. Como consegue? Você quer! E quer tanto.Como não pude perceber que você exalava essa vontade e essa dominação de mulher alfa? Culpa dessa cortina de cílios que me confunde.

A partir dali a conversa foi entrecortada, estranha, sem nexo. Eu já estava inquieto e louco pra colocar as mãos na sua cintura fina e fazer você ficar presa ao meu quadril. Não sei onde enfiar as minhas mãos, a não ser no meio do seu cabelo ou segurando suas coxas firmes.
"Preciso ir embora"
"Eu acompanho até em casa. Já é meio tarde né?"
"É..."




Fui embora. De novo. Desculpa amor, não sei ficar.


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

sábado, 3 de agosto de 2013

(Des)rotina

Onde está o leite?
...
Ah, na geladeira
(abro o microondas)

Essa, meu bem, sou eu fora do ar depois do nosso encontro. Procurando leite no microondas e colocando café em um pires. Tudo do avesso e a cabeça em outro lugar. Longe, bem longe depois de todas as sensações que eu passei sob teus carinhos na paz do apartamento vazio. Paz essa que só existia do lado de fora, porque do lado de dentro eu era puro caos.
Nossa busca por saciedade mexeu com as estruturas do prédio – e com as minhas também. O prédio pode até ir abaixo com a pressão e a velocidade dos nossos quadris, mas eu, ah, eu só vou acima, infinitamente. Tão infinitamente que morro por segundos infinitos. Le petit mort. Fecho os olhos com força e todo o meu corpo treme em cima do teu. Meu grito ainda atravessa as paredes e incomoda a vizinha pouco amada. Teu corpo suporta a força e a urgência do meu, urgentemente desabando prazerosamente. Pouco a pouco meu coração bate de novo e eu recomeço o ato automático de respirar.
Abro os olhos devagar, ainda entorpecida pelas sensações que teu corpo me causa de dentro pra fora. Encontro tua boca esperando pra me cobrir de beijos com teus olhos risonhos. Ainda preciso-te, devagar e urgentemente, como diz a música. Ainda de perna bamba e mole, vou beijando teu peito, mordiscando tua barriga e sorrindo, já sabes que eu preciso te engolir e te esquentar, da maneira mais doce e branda. Não tenho nem coragem de dizer que é uma recompensa, seria imensa mentira. É prazeroso demais pra mim para ter audácia de dizer que é só teu presente.
De boca gelada propositalmente, vou beijando perto do teu delicioso amigo. Ele me espera, eu sei. Mas eu também fui torturada pela tua lentidão proposital em me preencher, aguente firme. Beijo-te bem na ponta, com um toque de língua. É pouco pra mim, quero inteiro, aquecido. Engulo por completo, fazendo uma leve pressão com a língua dentro da boca. Teu gosto de suor e gozo é absolutamente perfeito - meu sabor favorito! E numa dança arrítmica de lábios, língua, mãos e saliva, vou te acariciando, presenteando e me presenteando com as tuas sensações, teu gosto, teus olhos risonhos, até que eu tenha de novo teu gosto pela boca e teu calor escorrendo pelo rosto. Sujar-se nunca foi tão prazeroso como é ao teu lado.
Ainda temos tanto por fazer e tão pouco tempo nos resta. Preciso de pausa, porém curta. Meu quase desespero incontrolado de provocações e prazeres não pode ficar muito longe dos teus desejos tão correspondentes aos meus. E poderia?


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

4:13am

“preciso não dormir até se consumar o tempo da gente”
Não dormi. Não dormi bem antes de te ver chegar e muito menos depois da tua partida. Morfeu me abandonou e mandou a euforia no lugar. E dessa brincadeira toda, como convencer os olhos a ficarem fechados se a serenidade me abandonou? Procura, procura por aí que ela deve ter ficado no teu bolso – ou talvez na tua boca. Quem sabe estivesse pelas roupas no chão e eu varri sem querer pro lado de fora de casa.
Agora, depois que os lençóis já estão frios e meus pés voltam à temperatura glacial que são sem teu calor, eu me viro e remexo nessa cama tão pequena que sem outro corpo parece uma king size. Ainda sinto o arrepio da barba e minha boca se abre esperando teu corpo agora ausente. Fecho os olhos tentando estender o prazer que a tua língua ágil me deu por todas essas horas e quase sinto a tua invasão lenta e torturante. BOOM! Estou pronta pra mais horas de provocações, jogos de sedução e risadas inesperadas.
Meu lençol traz o sinal que eu já estou sozinha e o cansaço do corpo me lembra que já é tarde, mas, se tivesse teu olhar de fome, teu desejo de corpo aqui e agora, estaria pronta a correr uma maratona, saltar, dar acrobacias e cavalgar por muito tempo.


Quem sabe a ausência te deixe corroído de vontades e meu gosto apareça na tua boca e queiras aparecer por aqui, só pra gente conversar. Prometo, é só conversa e nada mais.


sábado, 27 de julho de 2013

Mess

Pode ser que eu queira tudo bem separado. Arroz em um canto, feijão no outro lado do prato.

Mas pode ser também que eu queira a confusão. Da tua boca com a minha, das nossas pernas, do meu gosto e do teu.
Sabe, é que eu acho que essa mistura da tua roupa com a minha pelo chão, da tua saliva na minha pele, traz uma certeza de que as coisas funcionam no meu santuário - que eu quis que fosse teu lugar sagrado também.
Quando as coisas se fundem desse jeito, os prazeres se misturam também. E daí sai uma sinfonia de sons, gemidos, gritos e pedidos, os meus seguidos dos teus e às vezes nós dois juntos. Porque teus sons são meu combustível, tua carne é minha também. E é nela que eu coloco a pressão que eu preciso, que a gente precisa pra levar essa valsa na horizontal adiante, até o fim e começo de nós dois.
O enlace das nossas pernas e vozes são a miscigenação de poesia e do instinto bruto e puro. Através dos nossos olhos fechados, vemos o tempo acelerando e parando pra que a gente possa buscar o ar que essa brincadeira sugou dos nossos pulmões.
A tua pele na minha tem a mesma temperatura, e ainda sim queima. Queima de desejo ardente e de urgência, queima-me só com os olhos, teus olhos de fome. E gasta, gasta-me os lábios. Gasta as vontades e as fantasias pra que juntos criemos novos paradigmas e novos rumos pras nossas mentes confusas.
Nessa briga por espaço e desejos, não sabemos mais quem caça e quem é caçado. Não que isso faça diferença, porque sucumbir nos braços e amassos do predador é o maior deleite da presa. Dar-se de presente ao vencedor, sem que pra isso o outro precise perder. E o prêmio são dois corações descompassados e gargantas - enfim - mudas.

E se ao final, eu sentir um cheiro novo no ar, é sinal que tudo deu certo. E que, provavelmente, vou querer mais confusões. Só não espere que eu deixe uma gaveta no armário só pras tuas coisas. Mistura junto com as minhas, a gente funciona melhor no caos ordenado do nosso ninho.


segunda-feira, 22 de julho de 2013

ossevAAvesso

Sexo no escuro, no silêncio e a palavra mais quente da noite era 'gata'... Não, não faz meu tipo. E desconfio que isso já passava pela tua mente desde o início. Já sabias que eu não sou de brincadeira de boneca. Gosto mesmo é de brincar com o fogo, principalmente esse fogo que nasce lá embaixo e vem queimando tudo, mãos, boca, olhos, língua.
Também não sou feita de porcelana. Sou bem forte, obrigada. Vem com a fome do mundo que é ela que me alimenta. Mas nem sei porque eu digo essas coisas, isso tudo já ficou bem claro.
Claro! Luzes acesas, senhor, que agora começa o show. Minha platéia é única e meu crítico feroz é teu olhar. Não espero aplausos. Use tuas mãos pra me fazer feliz e me adorar enquanto eu sigo te adorando pelo avesso. Mas quem disse que eu só sei adorar do avesso? Talvez eu estivesse do avesso antes da tua chegada, e agora eu estou do lado certo, no eixo.
As luzes: nunca estiveram tão acesas
Meu corpo: nunca esteve tão ágil
Meu desejo: nunca esteve tão grande
Culpa tua! Meu número exato, meu prato favorito. Sacia-me antes que eu comece a te maldizer.
Ah, também sabes da minha urgência, que cresce a cada dia com o nosso jogo de provocações.
Não demora. Eu vivo em brasas desde a tua chegada.


Estranhamente, a vontade desse texto veio do trecho de uma música que nada tem a ver com tudo que eu escrevi
"Dei pra maldizer o nosso lar,
Pra sujar teu nome, te humilhar,
E me vingar a qualquer preço.
Te adorando pelo avesso.
Só pra mostrar qu'inda sou tua.
Até provar qu'inda sou tua"

domingo, 21 de julho de 2013

Ordens, senhor

Chegue
De olhos abertos, boca crua e passo manso
Pegue
Na minha cintura, nos meus cabelos, no meu pescoço
Agarre
Meus pulsos, meus lábios, minhas coxas
Engula
Meus seios, meu sexo, meu ar
Empurre
Meu corpo na cama, seu quadril contra o meu, seus dentes na minha carne
Provoque
Meus instintos, meus desejos, minha gula
Aperte
Os braços contra meu corpo quente, os lábios pra conter - só por uns curtos segundos - seus gemidos, minha bunda até que me doa
Deixe
que eu grite, que eu estremeça, que eu peça por menos - e que você saiba que eu só quero mais

Você sabe o quanto eu gosto de ordens, e o modo imperativo vindo da sua boca ou dos seus olhos fazem meu coração bater mais forte e a minha fome aumentar.
Sabe muito bem que eu não sei negar nada que me pede com esses olhos doces. E se, por algum motivo eu digo 'não', o castigo que eu recebo da sua mão pesada me faz dizer 'sim'. 
Só preciso que cumpra um único pedido: aninhe meu corpo junto ao calor do seu. O resto, juro-lhe, eu obedecerei.