Assim, com cheiro de detergente e migalhas espalhadas. Assim sutil meu corpo acorda e quer tirar você dali o mais rápido possível.
Viu só, é uma vantagem a minha cozinha ser tão estreita, sou obrigada tocar seu corpo de vez em quando, lhe empurrar pra conseguir chegar do outro lado.
É claro que eu não podia deixar a louça acumulando (dizem que a casa não anda), mas também não podia lavar a louça e guardar a mesa. Amarrei em você meu avental, aquele de florzinhas, só porque seu olhar irritado faz de tudo bem mais divertido. Ali, molhado até os cotovelos - completo desastre - com os braços esticados dando-me completa visão dos seus músculos.
Não posso me distrair, tenho compromisso logo mais. Recolho a toalha da mesa e peço licença, preciso chegar até o lixeiro. Você não me ouve - ou faz de conta que não ouve - e não me dá espaço. Viro de costas e empurro seu quadril contra a pia, abrindo passagem pra mim. Não vi, mas tenho certeza que saiu um sorriso, daqueles de canto de boca franzindo um pouco os olhos, o mesmo sorriso que você provoca em mim.
Falamos sobre um assunto qualquer, não sei dizer o que foi, não conseguia pensar em outra coisa a não ser que precisava manter meu foco, não pensar em como é bom o nosso aconchego no colchão. Você estica os braços e a água escorre em direção ao ombro. Eu seco, demoradamente e com mais força do que precisaria. Você me olha nos olhos, agradece e volta a enxaguar os copos. Meu coração dispara e sinto tudo por dentro dando um nó. Não vai dar pra aguentar.
Peço licença, preciso limpar o fogão. Você não se mexe um milímetro. Novamente encosto minha bunda na sua e te empurro. Você não cede, faz força contra o meu corpo. Estamos na mesma sintonia.
Preciso caminhar na ponta dos pés e apertada entre você e a bancada. Ouço uma risada, um sopro de ar. Rio também.
Você termina, seca as mãos na minha coxa, logo minha parte mais sensível. Xingo, acho graça e você me olha como se a minha calça fosse o pano de louça favorito. Reclamo que a pia mais parece o Itajaí-Açu depois de enchente. Peço espaço novamente e dessa vez você cede. Com os braços pra cima, dá um passo pra trás. Pego o pano e limpo a bagunça que você deixou, com o coração na boca, batendo a mil por hora.
Recebo um beijo na nuca e seu braço me envolve a cintura de um jeito forte e delicado. "Chega moça, já sei que você é prendada. Vamos pra cama"
Não tenho nem espaço pra murmurar seu nome e implorar que me deixe terminar e ir embora. Sua boca me envolve e me suga as palavras que não disse e a minha agenda de compromissos pra hoje a tarde. No seu colo vamos caminhando até o quarto, enquanto o avental de florzinha vai ficando pra trás.
Sua mão ainda cheira a detergente e seus dedos já estão murchos. Eu já estou completamente atrasada. Não faz a menor diferença. Para terminar assim, cozinho todos os dias, toda hora, até você enjoar do meu tempero, de mim.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
Mexa as peças
Mova os peões. Jogue as cartas. Tic tac, o jogo já começou
Se eu começar a brincar com fogo, quero sair queimada, ardendo, reduzida a cinzas, a pó, a nada, e mesmo assim ser tudo. Tudo que teus olhos veem, tudo que tuas mãos tocam, tudo que teu corpo sente.
Lamento (por ti, e não por mim) se eu não sei jogar com meias palavras, meias intenções, meias vontades. Sou sincera e transparente, e por ser assim sou feroz, veloz, ávida.
Se eu te toco, te quero. Se eu te olho, te espero. Não sei provocar e cair fora. Se eu te provoco, é minha carta branca, use-a!
Adoro um jogo de gato e rato, mas admito que não tenho muita paciência para esperar. Prefiro um tudo-ou-nada, onde, eu sempre prefiro 'tudo'.
Acho uma covardia e uma maldade esse seu jeito de provocar e cair fora, de tocar e sair, essa coisa instável quando eu já estou com o rosto queimando e o corpo desperto.
Tome decisões, eu já tomei a minha. Mas decida logo, ou a corda do ioiô que construiu pra nós arrebenta de vez.
Se eu começar a brincar com fogo, quero sair queimada, ardendo, reduzida a cinzas, a pó, a nada, e mesmo assim ser tudo. Tudo que teus olhos veem, tudo que tuas mãos tocam, tudo que teu corpo sente.
Lamento (por ti, e não por mim) se eu não sei jogar com meias palavras, meias intenções, meias vontades. Sou sincera e transparente, e por ser assim sou feroz, veloz, ávida.
Se eu te toco, te quero. Se eu te olho, te espero. Não sei provocar e cair fora. Se eu te provoco, é minha carta branca, use-a!
Adoro um jogo de gato e rato, mas admito que não tenho muita paciência para esperar. Prefiro um tudo-ou-nada, onde, eu sempre prefiro 'tudo'.
Acho uma covardia e uma maldade esse seu jeito de provocar e cair fora, de tocar e sair, essa coisa instável quando eu já estou com o rosto queimando e o corpo desperto.
Tome decisões, eu já tomei a minha. Mas decida logo, ou a corda do ioiô que construiu pra nós arrebenta de vez.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
You can leave...
your hat, my dress, shoes, everything on
Hipnose. Brutal. Total e incontestável. Teu brilho no olho e teu sorriso mais lindo do mundo. Mãos ligeiras e línguas ágeis. Hoje e agora. Tem como?
Tiraria cada peça pra você, se isso te fizesse morder os lábios de vontade, jogar os braços pra trás e abrir aquele sorriso altamente convidativo.
Vestiria todas as fantasias. Aeromoça, colegial, militar, marinheira, santa, puta...
Seria loira, morena, ruiva, submissa, predadora...
Seria o que me pedisse, qualquer coisa... desde que te fizesse cair de desejo e vontade. Que te faça sentar no sofá de peito e sorriso aberto falando com os olhos: só continua, tô adorando!
Dançaria qualquer ritmo, em qualquer velocidade, desde que tivesse o teu estímulo, teu olhar sagaz e sedento de corpo, beijos, saliva, batidas, suor.
Na cadeira, aquela que praticamente é um cabide, tamanha a mania de pendurar os casacos no encosto. Aquela cadeira...Chair dance!
Pode deixar as luzes acesas, já acendi meu corpo inteiro há muito tempo, desde o seu primeiro olhar malicioso eu fantasiei e ensaiei mentalmente todos os meus passos, pra te convencer que o teu lugar é aqui, em cima de mim, dentro de mim.
Você, sentado no sofá, cortinas fechadas, apartamento vazio e eu cheia de más intenções
Uma música de fundo, qualquer uma delas que faça a imaginação correr solta e os olhos ficarem vidrados no meu mais novo espetáculo
O figurino não importa. Quero saber o quanto você deseja ver o que as roupas escondem.Você, sentado no sofá, cortinas fechadas, apartamento vazio e eu cheia de más intenções
Uma música de fundo, qualquer uma delas que faça a imaginação correr solta e os olhos ficarem vidrados no meu mais novo espetáculo
Hipnose. Brutal. Total e incontestável. Teu brilho no olho e teu sorriso mais lindo do mundo. Mãos ligeiras e línguas ágeis. Hoje e agora. Tem como?
domingo, 3 de junho de 2012
When you're mad
Para as bravinhas de plantão, que vivem enrugando a testa e cruzando os braços, uma música que um boy magia me mandou uma vez.. Confesso que não é meu ritmo favorito, mas a letra acabou me fazendo rir.
Só abrindo aspas uma vez: sim, a gente sabe que quando cruzamos os braços estamos direcionando o olhar para os nossos seios. E essa é a intenção. Mas isso não significa que não estamos bravas de verdade, mas notar o olho do cara que a gente gosta lá, e imagina-lo tirando nossa roupa mentalmente, é tão excitante que não dá pra evitar!
It's just the cutest thing
When you get to fussing (cussing)
Yelling and throwing things
I just wanna eat you up
I don't mean no disrespect
When I start staring
Knowing that it makes you mad
I'm sorry that seeing you mad is so sexy
Could it be the little wrinkle over your nose
When you make your angry face
That makes me wanna just take off all your clothes
And sex you all over the place
Could it be the lil' way that you storm around
That makes me wanna tear you down
Baby, I ain't sure, but one thing that I do know is
Every time you scream at me
I wanna kiss you
When you put your hands on me
I wanna touch you
And when we get to arguing
Just gotta kiss you
Baby, I don't know why it's like that
But you're so damn sexy
When you're mad
Baby, don't think I don't take you seriously
But I just can't help the fact that your attitude excites me (so exciting)
And you know ain't nothing better
Then when we get
Mad together and have angry sex (I'll blow you out)
Then we forget what we were mad about
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Convite
Um banho. Um banho bem demorado, por favor. E frio... ou quente? Sem dúvida eu queria sentir minha pele arder, mas o motivo sem dúvida não seria a temperatura da água do chuveiro. Queria queimar, gritar, enlouquecer pelo teu toque, teus beijos, teus sussurros ao pé do ouvido... Sussurros que desconheço e fantasio e imagino a ponto de sentir o hálito quente a me arrepiar por inteira.
Deitada na cama nesse início de madrugada minha mente voa, varre todos os cantos das minhas lembranças mais saudosas. Teu cheiro, teu abraço, as palavras mil vezes repetidas e enfatizadas durante meu dia-a-dia outras milhares de vezes mais. E o mais engraçado é que sua ausência não me incomoda de modo algum quando fico dando vida mais uma vez às nossas histórias. Não é uma presença ausente. É uma ausência presente. Quase como se tudo isso não pudesse acontecer se não estivéssemos fisicamente inexistentes um para o outro.
De fato isso não exclui a minha vontade imensa de te ter ao meu lado, perto, junto, completamente à minha mercê, ao meu bel prazer e minhas vontades de menina, de amiga, de mulher, de animal irracional e completamente impulsivo. Eu quero arrancar tuas roupas com a força e energia de uma leoa, e quero também te beijar com carinho e suavidade, fazer do meu colo o teu porto seguro, teu lar.
Como pode coexistir dois desejos tão distintos? Como posso querer meus gritos misturados ao teus gemidos madrugada adentro com a mesma intensidade que desejo teu beijo na testa dizendo-me bom dia com o sorriso mais lindo do mundo? Uma enciclopédia, grata!
Pudera eu definir todas as sensações que você me provoca. Os tremores, as inquietações, a boca úmida a esperar por um carinho teu, uma mordida ou te dar um carinho, aquele bem íntimo que já me deixa molhada e desperta só em imaginar... Quase sinto dentro da minha boca meu rijo e esperado presente. Maxilar travado, garganta livre, te esperando, e esperando, e esperando... Vem?
Dar-te prazer noite adentro, dia adentro, semanas, meses, anos, uma vida. Gemidos depois de um dia cansativo e exaustivo pra nós dois. Realizar todas as tuas fantasias, cansar teu corpo, brilhar de suor, ouvir tua respiração cansada.
Ah, ouvir! Ouvir o tão desejado som do teu corpo contra o meu, traduzindo a nossa espera. Mais desejado ainda seria ouvir você chamar meu nome, daquele jeito sensual e arrastado que me faz querer engolir-te inteiro!
Fecho os olhos e vejo você daquele jeito que você sabe que me deixa louca, agitada, quente, impulsionando os quadris pra cima como a esperar que você me preencha, me toque, me beije, me arranhe, me faça implorar por mais. Nunca menos, sempre mais.
...Que me toque. Agora! Por favor. É logo aqui, estou na sua mão, você sabe disso. Sua mão... seus dedos... seus lábios... sua língua... sua pele na minha agora! Tua boca na minha, minhas pernas ao teu redor, pronta, entregue, quente e úmida tamanho prazer só em te tocar.
Me tocar. Por você. Pra você. Pra te excitar, te convidar a entrar na minha brincadeira de provocar. Brinca comigo, amor? Não me deixe sozinha, tenha dó de mim.
Posso me acariciar de leve, com calma, só estou aquecendo...mais ainda. Meus dedos deslizam enquanto minha blusa sofre uma ameaça de ser furada tamanha excitação que me acende como se sinalizasse "estou aqui! Vem pegar, morder, chupar, arranhar... Só vem"
Lembro do teu jeito doce e sexy que me faz rir e morder os lábios. Que delícia você. Que VONTADE de você. Impossível não sorrir, fechar os olhos e jogar a cabeça pra trás, enquanto vou colocando meus dedos dentro de mim, querendo tanto que fosse você a me dar prazer.
Primeiro gemido. Ainda tímido e baixo. Estou sozinha, nada me impediria de gritar se eu quisesse. Mas as fontes dos meus gritos de orgasmos está tão longe.
Minhas mãos não conseguem ficar paradas. Precisam agarrar alguma coisa, alguém. Machucar, acariciar, segurar, firmar. Agarro minhas coxas, pressiono, arranho, cravo minhas unhas e dói, a melhor dor do mundo.
Preciso de mais, então... mais rápido? Sim, por favor! Sem piedade, meus dedos são substitutos dos teus. Minha mão vaga pelo meu corpo, me acaricia, envolve, enlouquece. Passo o dedo pelos lábios, chupo longa e deliciosamente.
Ainda com os dedos úmidos, passo pelo ápice, meus seios que te esperam. Segundo gemido, mais alto e longo. Agarro meus seios - ou teus? a essa altura já não sei mais - a urgência me invade. Preciso de uma mão que me guie, que me deixe inerte, imóvel, vulnerável, submissa.
Quero gritar e não poder, quero me mexer e não conseguir. Quero ter o peso do teu corpo em cima do meu, a força do teu corpo dentro do meu. "Não sei nem o que dizer, só querer"
Preciso de alguém que me ponha no colo e me beije durante o vai-e-vem frenético e ritmado. Alguém que me ponha em cima da mesa, que derrube o pão, a água, os livros e ponha por terra essa minha sede de corpo, de braços, de entrelaços.
Quem poderia ser, a não ser você que com muito pouco desvendou meus desejos, completando aos seus num encaixe assustadoramente perfeito. Me enlouquece, fascina. Dê-me fôlego! Não, nada de fôlego, mostre-me também teu desejo, tua urgência, tua vontade. Deixa eu entender tua mente, deixa eu dominar teus desejos enquanto você domina os meus. Quero te dar um sorriso sacana, tirar a roupa e só esperar você chegar e me ter, tirar meu chão, meu fôlego, minha sensatez, minha paz. Depois, só devolve meu sono repousando meu corpo cansado no teu, me dá boa noite e diz que não vai embora quando amanhecer...
terça-feira, 22 de março de 2011
grave, presente, pleno.
Enquanto eu ouvia a água pingando dos meus dedos e dos meus cabelos, tentava desviar as lembranças da sua voz sussurrando no meu ouvido um "até logo" há meia hora atrás.Antes de encontrar-me sozinha pensando sem meus botões, eu estive de novo em teus braços, como se lá fosse o lugar mais seguro do mundo.
Começou como um encontro surpresa, nem sabia que estarias ali. Mas quando fui te abraçar e minhas unhas te arranharam fazendo aquele barulho gostoso que nos dá arrepio, eu vi a fome
em teus olhos e soube naquele instante que nossos gemidos hoje a noite eram inevitáveis.
Meus passos ecoavam no corredor vazio do hotel. As conversas animadas de início de madrugada iam ficando para trás enquanto cantarolavas baixinho "...I know how to do it insane, girl. 'Cause I can make it hot, make it stop, make you wanna say my name, girl..."
Quando a chave girou na fechadura da porta do quarto, eu quase podia ver o desenrolar da cena.
A cena se desenrolava pelo quarto inteiro,
começando pela calma ao abrir o zíper da calça, afinal tínhamos a noite inteira pela frente. A tua urgência latejava e saltava para fora do tecido e pude guarda-la na minha boca, porque merecias, eu merecia, merecíamos pelos anos que passaram e pelo ardor que me tomava da ponta dos pés até o último fio de cabelo.
Só me dei conta do nosso desejo quando ouvi o som de algo rasgando e vi meu vestido ao chão em dois pedaços. Depois eu já estava nua embaixo do teu corpo rijo, minha pele arrastando pelo lençol enquanto o espaço que é teu era preenchido da forma mais plena. Ronronei baixinho feito uma gata manhosa que acaba de receber carinho do dono amado.
A força que depositávamos um no outro fez a cama ranger e fomos para o chão, rindo como se fosse nossa primeira vez. Deitada sobre uma coberta qualquer, entreguei-me e deixei os gritos e gemidos presos há tempo na minha garganta viessem a tona e sonorizassem todo o prazer que eu sentia.
Não sei quanto tempo se passou até tua respiração começar a ofegar junto com a minha. Antes que eu explodisse em teus braços, ouvi chamar meu nome, daquele jeito doce e sensual que só ouço da tua boca. Enlouqueci e amoleci, seguida pelo teu peso desabando em cima do meu corpo cansado. Adormeci com os dedos entrelaçados nos teus cabelos embaraçados. Quando dei por mim, já era de manhã.
Agora que a toalha faz cócegas pela minha pele ardente, sinto falta da tua voz grave. Até o copo que quebrei na saída do quarto já me faz falta.
Então eis que meu telefone toca e leio teu nome na tela. Sorrio satisfeita. Ao que me parece, lá vamos nós outra vez.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Doce, quente, forte
"...porque aguçar os sentidos me tira o rumo, o chão e a sensatez"
Eu já sabia o que você estava planejando assim que senti o cheiro de velas. E confirmou todos os meus pensamentos quando beijou meu decote e veio subindo até meu pescoço. O cheiro da colonia pós barba inundou meus sentidos enquanto o whisky ainda presente na sua boca me queimava a pele muito mais do que as velas acesas pelo quarto.
Você cheirava a avelã, roupa limpa e velhas intenções. Comecei abrindo sua camisa devagar, enquanto seus beijos vorazes queriam me engolir, devorar, ver-me sucumbir em meio aos seus braços da cor do pecado e levemente definidos. E eu não consegui impedir você de abrir meus botões e desnudar meu ombro com a boca. Seus lábios me queimando mais uma vez. Eu sabia - e sorria satisfeita por causa disso - que você sentia o cheiro de pimenta rosa que eu sabia que tinha, que você sabia que eu tinha.
Se eu soubesse antes que derramar café na minha calça era só uma desculpa para poder tira-la, eu teria dispensado com muito gosto o café. Agora o cheiro forte do café fresco se misturava com todas as essências espalhadas pelo quarto: as velas, o cheiro de canela que sempre ficava no bolso da sua calça, alecrim... Nem a brisa com cheiro de terra molhada que entrava pela janela entreaberta conseguia esfriar você, sua boca, suas mãos, meus pensamentos...
Enquanto os lençóis bagunçados estavam se tornado inevitáveis, eu não conseguia largar você, não conseguia impedir você de acariciar cada centímetro quadrado da minha pele quente e ávida pelo seu calor, pelo seu toque forte, pelo seu falar doce que me entorpecia assim como todos os aromas daquele quarto. E ao ver minha blusa caída aos meus pés eu vi a mim mesma aconchegada tão perto de você, deliciando-me com a penumbra do quarto e minhas pálpebras oscilando em se manter abertas ou fechar de vez.
Minha voz, seu nome, meu nome, pele, calor, beijo, braços, pernas, sussuros, alívios, carinhos, gemidos, cansaço, mil aromas, lençóis, você, eu, nós
Eu já sabia o que você estava planejando assim que senti o cheiro de velas. E confirmou todos os meus pensamentos quando beijou meu decote e veio subindo até meu pescoço. O cheiro da colonia pós barba inundou meus sentidos enquanto o whisky ainda presente na sua boca me queimava a pele muito mais do que as velas acesas pelo quarto.
Você cheirava a avelã, roupa limpa e velhas intenções. Comecei abrindo sua camisa devagar, enquanto seus beijos vorazes queriam me engolir, devorar, ver-me sucumbir em meio aos seus braços da cor do pecado e levemente definidos. E eu não consegui impedir você de abrir meus botões e desnudar meu ombro com a boca. Seus lábios me queimando mais uma vez. Eu sabia - e sorria satisfeita por causa disso - que você sentia o cheiro de pimenta rosa que eu sabia que tinha, que você sabia que eu tinha.
Se eu soubesse antes que derramar café na minha calça era só uma desculpa para poder tira-la, eu teria dispensado com muito gosto o café. Agora o cheiro forte do café fresco se misturava com todas as essências espalhadas pelo quarto: as velas, o cheiro de canela que sempre ficava no bolso da sua calça, alecrim... Nem a brisa com cheiro de terra molhada que entrava pela janela entreaberta conseguia esfriar você, sua boca, suas mãos, meus pensamentos...
Enquanto os lençóis bagunçados estavam se tornado inevitáveis, eu não conseguia largar você, não conseguia impedir você de acariciar cada centímetro quadrado da minha pele quente e ávida pelo seu calor, pelo seu toque forte, pelo seu falar doce que me entorpecia assim como todos os aromas daquele quarto. E ao ver minha blusa caída aos meus pés eu vi a mim mesma aconchegada tão perto de você, deliciando-me com a penumbra do quarto e minhas pálpebras oscilando em se manter abertas ou fechar de vez.
Minha voz, seu nome, meu nome, pele, calor, beijo, braços, pernas, sussuros, alívios, carinhos, gemidos, cansaço, mil aromas, lençóis, você, eu, nós
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